Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

O filme “Eu, Robô” retrata um mundo onde os robôs e as inteligências artificiais se tornaram parte essencial do cotidiano humano, sendo utilizados como assistentes e empregados. Com a morte de um cientista, é descoberto que Sonny, robô suspeito de tê-lo assassinado, pode sentir emoções e pensar por si mesmo, o que o torna uma ameaça para a sociedade e levanta debates éticos. Fora da ficção, é fato que existem diversos impasses éticos e morais do uso de inteligência artificial, entre as quais se destacam os impactos no mercado de trabalho e o uso de armas autônomas letais.

A priori, vale ressaltar que a automação ocasionada pela inteligência artificial no mercado de trabalho pode levar à substituição de milhares de trabalhadores, gerando desemprego em massa e aprofundando desigualdades sociais. Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a inteligência artificial deve afetar mais de 40% dos empregos em todo o globo. Isso se deve devido ao constante aumento do uso de IA pelas empresas, substituindo a força de trabalho humana. Dessa forma, o Estado deve buscar soluções junto com as empresas para valorizar e proteger os trabalhadores frente à crescente automação no mercado de trabalho.

Além disso, é importante frisar que o uso de armas autônomas letais (LAWS) coloca em risco todas as nações do mundo, pondo toda a população mundial em risco. O crescente desenvolvimento desse tipo de armamento ameaça a paz e a segurança mundial, podendo levar a conflitos cada vez mais desumanos, como ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945, e levou à morte 70 e 85 milhões de pessoas. Nesse sentido, é substancial modificar esse contexto e regularizar o uso de inteligência artificial em armas letais.

Portanto, para mitigar tal problemática, é necessário que o Ministério do Trabalho e Emprego, responsável por implementar políticas e diretrizes para o mercado de trabalho, capacite e requalifique profissionalmente por meio de programas voltados aos trabalhadores cujos empregos podem ser substituídos pela automação. Por fim, o Ministério das Relações Exteriores deve promover discussões internacionais quanto ao uso de inteligência artificial em armamentos. Dessa forma, as inteligências artificiais poderão ser utilizadas de forma ética.