Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 02/08/2025
Nas últimas décadas, o aumento e a aprimoração de inteligências artificiais (IA) desencadeou uma crescente preocupação em relação ao desenvolvimento mental e social da humanidade. Problemas éticos e relacionados aos espaços ocupados por humanos na sociedade, como o local do pensamento e da análise crítica dos fatos, vêm se tornando centros de discussão e de estudos.
Em novembro de 2021, a Conferência Geral da UNESCO aprovou a Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial, o primeiro instrumento global de definição de normas sobre a IA, que afirma: “Esta Recomendação visa a fornecer uma base para fazer com que os sistemas de IA funcionem para o bem da humanidade, dos indivíduos, das sociedades, do meio ambiente e dos ecossistemas, bem como para prevenir danos”. Esta afirmativa, em sua estrutura, reforça a necessidade de que estes sistemas, utilizados de forma moral e consciente, garanta fins benéficos para o contexto populacional, evidenciando assim, a existente busca de garantia dos mesmos.
O pensamento crítico, apontado pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular) como uma das 10 competências gerais da educação básica, é também uma grande vítima da IA. Em momentos de grande desinformação e informação, ao mesmo tempo, utilizadores destas tecnologias têm deixado de ler e refletir sobre acontecimentos, propondo-se apenas à construção de comandos para tecnologias resumirem textos e os contextualizar superficialmente sobre temas, sendo influenciados a terem a mesma visão que aquele robô foi programado para ter.
Diante deste cenário, decorrente do avanço tecnológico, cabe ao governo, em conjunto com as empresas e criadores responsáveis pelas inteligências artificiais, incentivar e ensinar o uso de forma correta de tecnologias presentes na sociedade através de palestras, aulas e oficinas em conjunto as comunidades, a fim de mitigar os impactos negativos das mesmas na sociedade.