Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

Brian era um daqueles caras curiosos por natureza. Tinha um gosto especial por café forte, livros antigos e, mais recentemente, por Inteligência Artificial. No início, achava divertido conversar com assistentes virtuais, pedir que escrevessem poemas ou até receitas de bolo. Mas, com o tempo, começou a notar que a IA estava deixando de ser só uma ajudinha prática, e ela estava começando a tomar decisões por ele.

Certa vez, Brian precisou contratar um novo funcionário para sua pequena livraria. Resolveu usar um sistema de seleção automatizado com IA. Prático, eficiente, imparcial, era o que diziam. Porém, percebeu que todos os currículos selecionados pertenciam a um mesmo perfil. E os que ficavam de fora, por ironia ou tragédia, eram justamente os mais diversos. Brian se perguntou: será que a IA estava reproduzindo preconceitos disfarçados de lógica?

Isso o levou a refletir sobre até onde deveríamos confiar em máquinas que não têm consciência, mas operam com dados criados por humanos cheios de falhas. Como podemos falar em ética quando o algoritmo não sente? E mais: será que estamos usando a tecnologia para evoluir ou apenas para terceirizar nossas responsabilidades morais?

No fim da tarde, Brian sentou-se com seu caderno e rabiscou uma frase: “Não é a IA que ameaça a humanidade, mas o que escolhemos fazer com ela.” Fechou o notebook, olhou para o céu cor de ferrugem, e pensou que, talvez, a ética fosse algo que não dava para programar. Era preciso exercê-la, com consciência e, quem sabe, um pouco mais de humanidade.