Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 02/08/2025
Inteligência Artificial: Avanço Tecnológico e os Desafios Ético-Morais do Século XXI
Na obra Frankenstein, de Mary Shelley, a criação de uma criatura sem responsabilidade moral revela os perigos da ciência descontrolada. Hoje, a Inteligência Artificial (IA) gera impasses éticos semelhantes, pois sua aplicação afeta diretamente decisões sociais e individuais. A tese, portanto, é que o uso da IA precisa ser regulado para evitar violações de direitos, como a manipulação de dados e a reprodução de preconceitos, que serão discutidos a seguir.
Com efeito, embora traga avanços, a IA pode reforçar desigualdades. Dados do MIT mostram que sistemas de reconhecimento facial erram mais com pessoas negras, evidenciando o racismo algorítmico. Isso ocorre porque os algoritmos aprendem com bancos de dados enviesados. Como consequência, indivíduos
podem ser injustiçados, perdendo acesso a empregos ou sofrendo discriminação institucional.
Retomando Frankenstein, nota-se que a ausência de ética na criação leva à tragédia. Assim, é essencial refletir sobre quem programa os algoritmos e com que finalidade, para garantir que a IA beneficie a coletividade.
Diante disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve criar diretrizes éticas para a IA, por meio de comissões multidisciplinares, a fim de assegurar seu uso justo e humano. Essas comissões devem fiscalizar projetos e promover a transparência, garantindo que a inovação respeite a dignidade humana.