Os limites entre a liberdade de expressão e o discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 21/10/2026
Observa-se que discussões têm ocorrido acerca dos limites entre a liberdade de expressão e o discurso de ódio nas redes sociais. Isso ocorre devido à negligência governamental e à má influência midiática, fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível intervir em tais problemáticas em prol da harmonia social.
Nota-se, em primeiro plano, que existe um descaso governamental em relação ao combate ao discurso de ódio nas redes sociais. No romance Graduado em Marginalidade, do escritor Sacolinha, evidencia-se a trajetória de um jovem periférico submetido à violência institucional, cenário que revela a fragilidade da efetivação dos direitos previstos na Constituição de 1988. Analogamente, no Brasil, a insuficiência de ações estatais de fiscalização e conscientização favorece a disseminação de discursos discriminatórios no ambiente virtual. Logo, ataques virtuais recorrentes violam a dignidade dos cidadãos e perpetuam uma cidadania aparente.
Cabe mencionar, em segundo plano, que, segundo Pierre Bourdieu, os meios de comunicação exercem influência na construção da realidade social. Nesse sentido, a mídia pode favorecer a banalização do discurso de ódio ao priorizar conteúdos sensacionalistas e dar visibilidade a manifestações preconceituosas sem contextualização crítica. Por conseguinte, indivíduos podem reproduzir comportamentos intolerantes, confundindo a liberdade de expressão com a autorização para discriminar.
Portanto, é necessário que o governo, juntamente às mídias, promova campanhas educativas sobre os limites entre a liberdade de expressão e o discurso de ódio. Para isso, devem ser realizadas palestras em escolas e espaços públicos, com apoio de empresas privadas incentivadas por benefícios fiscais. Os eventos contarão com sociólogos para debater cidadania digital e respeito aos direitos humanos. Assim, será possível combater a negligência governamental e a má influência midiática, efetivando os direitos previstos na Constituição de 1988.