Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal

Enviada em 06/09/2019

A evolução da medicina, ao longo do tempo, permitiu ao ser humano uma capacidade maior para enfrentar problemas simples - como uma virose até um câncer -, além de aumentar sua expectativa de vida. Entretanto, possíveis erros que ocorrem em contato médico são passíveis de análises e interpretações, uma vez que a demanda populacional nos consultórios é um problema e a escassez financeira em equipamentos junto com a preparação técnica carece.

Em primeira análise, o SUS (Sistema Único de Saúde) recebe milhares de brasileiros por dia, o que torna a aceleração de consultas sem um aprofundamento no perfil do paciente. Mediante a isso, diagnósticos rasos e sem detalhamentos gera, no cenário atual, o agravamento de erros, sendo uma única virose pode está disfarçada como um problema maior. A exemplo desse momento, se observa postos de saúde sem uma estrutura adequada para realização de exames, o que provoca uma busca em outros municípios.

Em segundo plano, o investimento público é vital para a diminuição dos entraves clínicos, visto que seu corte agrava a situação atual. Em razão disso, o recurso financeiro distribuído em equipamentos e na manutenção de técnicos para auxiliarem todo aparato ambulatorial se faz efeito quando existe uma equação com o Poder Público, tornando o compromisso e a responsabilidade a priori nos atendimentos, diminuindo, por si, a porcentagem de problemáticas no contexto clínico.

Portanto, o Estado deve garantir a manutenção de aparelhos, bem como a remuneração adequada a técnicos e médicos, por meio de cobranças de sindicalistas de cada município, a fim de garantir que cada consulta não padeça a imprudência. Ademais, o Ministério da Saúde deve enfatizar esses problemas causados e repassar para a União a superlotação e salientar que os recursos esteja de acordo, para equilíbrio de todos. Desta maneira, índices de erros passarão a ter efeito de  diminuição, beneficiando a população no todo.