Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal

Enviada em 30/08/2019

Segundo a teoria da evolução, os organismos mudam e se diversificam ao longo do tempo. Em paralelo a esse entendimento, observamos que a medicina é um ramo da ciência que evoluiu e continua evoluindo até o momento atual. Por outro lado, em contraditório  à esses conhecimentos, ainda podemos observar que existe um excesso de erros médicos, fator determinante de uma série de agravos ao indivíduo, que  em alguns casos, podem  ser fatais.

Com a revolução técnico-científico, principalmente no campo das biotecnologias, foi possível o entendimento de vários questionamentos  ligados à saúde,  que até então, eram impossíveis. Assim, é preciso esclarecer o por que da persistência de tantos diagnósticos errados.

Em primeira análise, cabe ressaltar que , quase 30%  desses, acontece  por incompetência do profissional, quer seja por negligência, imperícia ou imprudência.  A falta de compreensão, discernimento e,  até mesmo  por inexperiência dos profissionais, rotulam na pessoa patologias que até então não existe de fato. Em alguns casos, tais erros  podem ser fatais. Ultimamente já teve vários  relatos em  noticiários, de pessoas que passaram por algum procedimento e vieram a óbito.

Em análise secundária, é preciso lembar que , nos dias atuais,  ocorre um aumento expressivo da procura por procedimentos estéticos. Muitas pessoas, até mesmo sem necessidade, ou por vaidade, se permitem a passar por tais processos, mas recorrem a profissionais inabilitados para tal.

Diante aos fatos supracitados, medidas urgentes precisam ser tomadas para acabar com essa problemática.  Para isso, é necessário a atuação do MEC junto às faculdades, de forma a priorizar um ensino qualificado aos estudantes de medicina. Cabe também, aos conselhos de classe profissional, fiscalizar e  penalizar a atuação dos que estão incapacitados tecnicamente. À sociedade, cabe o dever de buscar mais informações possíveis á respeito do profissional  que lhe prestará atendimento.