Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal
Enviada em 31/08/2019
Durante a Segunda Guerra Mundial, vários médicos nazistas realizaram experimentos de todos os tipos nos refugiados - nos campos de concentração. Em paralelo a realidade, é comum encontrar profissionais da área utilizando de pretextos medicinais como uma forma de burlar leis que deveriam garantir a seguridade do paciente. Dessa forma, não há dúvidas na linha tênue entre o erro médico e a responsabilidade criminal; ao qual se mostra a partir da negligência e corrupção em diversos atos que contestam o apreço a profissão.
A priori, muitas destas impunidades estão relacionadas também a corrupção na justiça, que além de tudo, é um fator exponencial que impede o crescimento na conjuntura brasileira. Ademais, cabe ressaltar a ideia do filósofo Adam Smith, onde o mesmo acredita que somente o medo de perder tudo é corrige suas negligências. Com base nisso, pode-se concluir que se a desaplicação do certo é uma conduta aprendida, a cultura brasileira é uma eficiente professora.
Outrossim, faz-se mister, ainda salientar o abuso de autoridade como um impulsionador do problema. Como exemplo, o Fantástico, no ano de 2019, fez uma reportagem de décadas de ocorrências, onde um médico e, também prefeito de uma cidade do Ceará usou o pretexto de ser ginecologista para abusar de diversas mulheres. Assim, é fácil associar ações como essa a ausência de afeição a profissão, se não, irresponsabilidade nas relações interpessoais.
Em suma, infere-se que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Portanto, são necessárias medidas do Estado, através da Organização Mundial de Saúde junto ao Ministério da Educação ao implementar ainda durante a faculdade de medicina, uma matéria com o objetivo de expor os direitos e deveres entre médico e paciente. Resta também, ministrar palestras obrigatórias com a presença de doutores e experientes na área, para proferir formas de melhorar o atendimento, sem infringir os ideais da própria alopatia. Por fim, a partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições educacionais e sociais desse grupo.