Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal

Enviada em 08/09/2019

Os primeiros passos da medicina foram dados no Antigo Egito por meio do processo de mumificação. Entretanto, mesmo com avanços contínuos da indústria e da tecnologia, o progresso do âmbito medicinal apresenta uma problemática: os limites entre erro médico e responsabilidade criminal, os quais podem ser explicados ao citar a negligência dos profissionais da saúde e a sociedade com sua busca incansável pela beleza. Dessa forma, é necessária a reversão de tal cenário.

Em primeira instância, cabe mencionar um episódio da série “Grey’s Anatomy” em que um paciente chega ao pronto-socorro com um forte sangramento nasal, situação inferiorizada pelo médico responsável, e é deixado em uma maca por quatro horas sem supervisão até falecer. Nota-se que, apesar de ser uma produção fictícia, tal acontecimento encaixa-se no panorama nacional, ao passo que o SUS, Sistema Único de Saúde, em 2018, recebeu diversas críticas sobre a falta de profissionalismo e, principalmente, sobre o descaso de médicos e enfermeiros com as preocupações e conforto de enfermos. Nesse sentido, é imprescindível que haja um método administrativo de segurança que se responsabilize por recolher reclamações de pacientes e trabalhe com toda a equipe de profissionais da saúde a importância do bem-estar do indivíduo que os procuram.

Além disso, a procura desesperada pela perfeição exemplificada no trecho: “Perfeição é a doença de uma nação” da música “Pretty Hurts” da cantora Beyoncé induz a população ao desleixo com a cautela necessária ao realizar procedimentos cirúrgicos. Ocorreu, no ano de 2014, o falecimento de uma mulher que fez uma aplicação de hidrogel nas nádegas em uma clínica de biomedicina e estética sem consultar um cirurgião plástico à respeito do tratamento e consequências de tal cirurgia. Constata-se, dessa maneira, que faz-se necessária a fiscalização governamental adequada e, também, a participação da mídia para evitar que erros médicos como esses aconteçam e afastar a ocorrência de crimes em âmbito hospitalar.

Urge, portanto, para reparar erros antes que tornem-se crimes, a atuação imediata do Ministério da Saúde que, em parceria com a mídia, deve distribuir cartões de registro médico com acesso online em postos de saúde e hospitais públicos, no qual o indivíduo poderá ter abertura para avaliar profissionais, receber alertas de vacinação e obter informações acerca de profissionais licenciados e capacitados, além dos melhores centros cirúrgicos, com o intuito de que o Brasil dê mais uma passo rumo ao progresso.