Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal
Enviada em 08/09/2019
Na série norte-americana “Grey’s anatomy” é retratado um episódio em que conta a história de uma paciente que morreu por um erro médico de um neurocirurgião, o que provocou uma grande revolta ao seus familiares. Fora da ficção, é perceptível o número de pessoas que morrem todos os anos devido às condições hospitalares brasileiras e as imprudências médicas. Percebe-se que essas mortes estão devidamente relacionadas às falhas cognitivas dos médicos e as péssimas condições que maioria dos pacientes são expostos, principalmente os que dependem de rede pública.
Em primeiro plano, sabe-se que as mortes decorrentes a erros médicos crescem todos os anos. Um fator intrigante é pensar que o indivíduo que estudou cinco anos para salvar vidas, comete erros que podem adiantar a morte das pessoas. De acordo com a blog Galileu, estima-se que morrem aproximadamente 6 pessoas a cada hora por conta de erros profissionais, sendo que maioria desses erros estão relacionados à problemas de raciocínio. Esse dado mostra o qual negligente o sistema de saúde brasileiro está, seja ele tanto em âmbito privado como em um sistema público.
Outrossim, sabe-se maioria dessas mortes podem está associadas às péssimas condições que os pacientes são expostos. Segundo o site Panorama da Saúde, cerca de 75% dos brasileiros dependem exclusivamente do atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde). Devido as grandes filas de espera e poucos médicos para o atendimento de todos que precisam, muitos profissionais acabam diagnosticando seus pacientes de maneira equivocada, fazendo então que eles tenham um tratamento diferente do que realmente precisam e posteriormente desenvolvendo novos problemas de saúde. Para o filósofo John Locke, o Estado deve garantir o direito à vida do cidadão. Mas é perceptível os grandes problemas enfrentado no sistema de saúde brasileiro.
Diante do exposto, são necessárias medidas que resolvam a questão dos erros médicos no Brasil. Para isso, o CFM (Conselho Federal de Medicina) deve garantir que a todos os estudantes de medicina e aos médicos, treinamentos constantes de como agir diante de uma situação de estresse e pressão que irão enfrentar quando começarem a exercer sua função de salvar a vida dos indivíduos. Ademais, é necessário implementar a criação de um aplicativo que irá auxiliar no diagnóstico do seu paciente, evitando assim o grande número de erros e mortes. Além disso, o Ministério da Saúde juntamente com os setores de saúde municipais e estaduais, devem se responsabilizar em garantir um melhor atendimento a todos que dependem do SUS, por meio de contratação de mais médicos, que possam atender aos indivíduos com maior cautela. Ainda, é importante investir na medicina preventiva, pois assim poderiam ser diminuídos os números de pessoas que precisam de tratamentos médicos.