Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal
Enviada em 08/09/2019
Com um acréscimo de cerca de 125% no número de processos contra médicos nos últimos anos, faz-se necessário questionar a conduta realizada na área de saúde que tem resultado em problemas penais. Diante disso, a responsabilidade do profissional é colocada em pauta, já que a falha deste grupo é umas das principais causas de morte; o que é resultado da forma prepotente que agem e a não adequação ao código de ética.
Primeiramente, há de se ressaltar a maneira que os profissionais atuam, no qual, muitos tratam o paciente como ignorante e incapaz de compreender o que ocorre. Logo, acaba por agir de forma vexatória, se sobrepondo a ele. Tal atitude tem como consequência a diminuição do indivíduo e o desprezo daquilo que é relatado, sendo os sintomas e reclamações deixado em segundo plano, o que resulta, em metade dos casos, em complicações sérias.
Conjuntamente, é responsabilidade do médico seguir um aglomerado de exigências para o bem estar humano, o que, em muitos casos, implica em se ausentar de outras situações. Forçado a tal atitude e exigido socialmente a determinados comportamentos, acaba por se cansar e não levar o código ao rigor; como resultado, há diversas sequelas como erros cognitivos.
Infere-se, portanto, que as falhas médicas tem como causa a prepotência do doutor e exigências que o setor da saúde faz com o profissional até seu esgotamento. A fim de melhorar a relação com os pacientes, a Agência Nacional de Saúde, junto aos governos municipais, devem trabalhar com seus profissionais a forma de interação e tratamento, de maneira a haver uma compreensão das dificuldades e limites de cada um. Expondo, assim, a importância da igualdade social e a diminuição de complicações que podem ser ocasionadas. Associando-se, dessa maneira, a redução de cobranças e possíveis complicações.