Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal
Enviada em 08/09/2019
A sociedade está doente por apresentar muitos erros médicos.
Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal apresentam-se como uma questão muito comentada no Brasil. Desse modo, para melhor compreendê-la e enfrentá-la, deve-se destinar um conjunto de olhares e esforços acerca dessa problemática. Nesse sentido, faz-se importante comentar a Revolta da Vacina e , não menos notório a cobrança de produtividade do profissional.
Primeiramente, cabe abordar a relevância que a Revolta da Vacina possui na medicina hodierna. Embora inúmeras pessoas tenham ficado com uma visão negativa dos médicos naquele período, o trabalho dos profissionais da saúde conquistou enorme respeito com o passar dos anos, visto que a medicina evoluiu e muitas doenças foram tratadas. Nesse viés, o ato de questionar um decisão médica é , quase sempre, percebida como falta de respeito pois a sociedade posiciona esses profissionais quase como “super-heróis”. Por conseguinte, os erros , segundo a revista Galileu , são frequentes e , na maioria dos casos, causados pela soberba de um procedimento errado. Assim , conforme o pensamento de Durkheim a sociedade está doente por apresentar muitos erros médicos.
Em segundo lugar, outro ponto de destaque é a cobrança de produtividade do profissional. Destarte, a frequência de atendimento é elevada e a pressa acaba sendo inimiga da perfeição. Embora exista o Conselho Regional de Medicina que assegure direitos e deveres desses profissionais, a sobre carga é realidade nos hospitais, uma vez que a superlotação é rotineira. Assim , os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal estão sobre julgamento de uma perspectiva tênue, que necessita levar em consideração vários fatores. Dessa forma, caso o atendimento esteja com todas variáveis corretas e aconteça um erro a culpa é do profissional, entretanto, senão é do sistema.
Em suma, o Governo como defensor dos direitos da população e do bem-estar social , deve por meio do poder Executivo, cumprir de maneira mais enérgica o Código de Ética Médica. Ademais, deve-se utilizar da educação , principal elemento transformador na sociedade, para formar cidadãos críticos e conscientes sobre seus direitos e deveres na sociedade. Logo, será possível construir um corpo social ético , harmonioso e saudável.