Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal

Enviada em 09/09/2019

A falta de cuidado, desatenção ou preguiça é uma conceituação plausível da palavra negligência. Esse tipo de conduta é inaceitável dentro da área da saúde, pois pode ocasionar lesões graves e até fatais nos pacientes. No Brasil a causa dos erros médicos nem sempre são apuradas e avaliadas de forma correta, evento esse que propicia o seu aumento.

“Medicina é a arte da incerteza e a ciência da probabilidade”, a frase do médico Canadense William Osler ilustra claramente que a ciência da saúde não é uma ciência exata e que responsabilidades devem ser analisadas de acordo com o contexto local, visto que, a fisiologia humana humana é passível de erro. Porém isso não justifica condutas erradas por parte dos profissionais da área.

Altas cargas de trabalho de plantonistas nos hospitais, assim como a privação do sono e do descanso adequado é uma verdade presenciada nos centros de urgência e emergência. Esse tipo de rotina é um dos grandes responsáveis pela imperícia, imprudência e negligência de vários médicos.

A saúde pública brasileiras está “doente” e necessita de uma estruturação. Logo, uma alternativa eficaz é a valorização e a criação de um plano de carreira a favor dos médicos, para que assim, possam trabalhar e manter-se atualizados, diminuindo a sobrecarga de trabalho e também a possibilidade de um erro médico.