Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal

Enviada em 08/05/2020

Historicamente a medicina evolui em constância, a partir do século III a.C no Egito, tornou-se então, na sociedade vigente uma profissão de alta valorização. Contudo, a necessidade de profissionais nessa área e a falta de especialização destes, abriu-se espaço para erros. Logo, esses tem a responsabilidade criminal sobre essa problemática.

No Brasil, médicos, recém formados, desfrutam de um salário invejável. Assim, a especialização em um início não é necessário, para fins lucrativos. Entretanto, ao passar do tempo, passam a se aprofundar em uma zona da saúde, sem obter a formação necessária, levando-os a casos de insucessos fatais. Pode-se observar este comportamento em cirurgias estéticas que, oferecem um “custo-benefício” melhor.

Outrossim, a grande quantidade de novos doutores, anualmente, no mercado de trabalho, não é suficiente para preencher as vagas. Um exemplo disso era o programa mais médicos, o qual, trazia médicos de Cuba, para trabalhar no País. Segundo o conceito de Karl Marx , " Exército Industrial de Reserva", discute a necessidade de uma massa de trabalhadores reserva, a fim de que haja uma disputa de competência, obrigando-os a não cometer negligência. Todavia, esse “exército” não faz-se presente na área da saúde brasileira, devido a elevada necessidade destes profissionais.

Em virtude dos fatos mencionados, é imprescindível à atuação do governo. Este, deverá desenvolver um aplicativo chamado “Info.Med.” que, nele será possível, por meio do registro do CRM ( Conselho Regional de Medicina), consultar o histórico dos médicos e sua qualificação. Além disso, será possível fazer denúncias de maneira simples e ágil. Como resultado, um aumento da responsabilidade com os pacientes que por conseguinte, a diminuição de erros na saúde do Brasil.