Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal

Enviada em 25/05/2020

Em um dos episódios da série americana de TV “Grey’s Anatomy”, é retratado um caso de negligência médica em uma paciente com sintomas leves de obstrução pulmonar, que sem o tratamento adequado é levada a óbito. Para além da ficção, é sensato afirmar que tal fato ocorre com certa regularidade no atual setor de saúde, possuindo raízes na falta de empatia dos profissionais da área, seguida de indiferença para com o código de ética médico.

Em primeira instância, é importante ressaltar que os profissionais da medicina possuem muitas vezes a dificuldade de se colocar no lugar dos pacientes para então poderem entender suas queixas. Conforme a análise de  Roman Krznaric, filósofo australiano, mesmo com a toda tendência de cooperação social humana, os mesmos estão sendo formados em um mundo individualista, levando-os a seguirem caminhos apáticos causadores de problemas como a má interpretação. Tal análise pode ser comprovada com dados fornecidos pelo sítio raciocínio lógico, apontando que cerca de 74% dos diagnósticos feitos erroneamente se dão por erro de cognição. Diante disso, constata-se que as pessoas que dão entrada em hospitais são surpreendidas pela falta de dedicação na descoberta de suas doenças.

Em segunda instância, vale salientar que a desatenção aos pacientes é paradoxal ao artigo 1° do código de ética médico, a qual garante ao enfermo a proibição de práticas irresponsáveis para com os diagnósticos. Partindo-se desta verdade, observa-se em conformidade com o site raciocínio clínico que aproximadamente 17% das pessoas cujo procuraram ajuda médica receberam uma análise errada. Portanto, torna-se evidente a falta de consideração para tal problema na saúde.

Em suma, para que haja a redução destes casos é de tamanha importância que o governo tome medidas de estímulo a atividades sociais que trabalhem a empatia por parte dos profissionais da saúde formados e em formação, como o “amigos do Zippy”, projeto voltado para pais, professores e alunos nas escolas de São paulo, responsável por aguçar o afeto para com o próximo promovido pela Associação pela Saúde Emocional de Crianças (Asec). Ademais, tornar de conhecimento público o código de ética médico, através da mídia, como os jornais, para que cada vez mais pessoas tenham consciência de seus direitos, podendo ter a opção de recorrer a justiça, assim, aderindo a uma segurança e caminhando para um futuro mais justo e saudável.