Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal

Enviada em 18/06/2020

Confiar a sua vida ou a de quem ama às mãos de alguém desconhecido é algo extremamente difícil de ser feito. Partindo desse princípio, o erro médico advindo da negligência é algo inadmissível e deve ser investigado até que haja uma solução judicial. Errar é humano, no entanto, quanto trata-se da medicina, suas consequências podem ser fatais aos pacientes, que nesse caso, são vítimas.

Em primeiro lugar, para o sociólogo francês Émille Durkheim, o indivíduo só´poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e condições de que depende. Nesse contexto, o erro médico só deve ser aturado se sua origem for a inexperiência, não a incompetência.

Em segundo plano, mas não menos importante, de acordo com o Instituto de Medicina, 1 em cada 6 pacientes recebe diagnóstico incorreto ou incoerente com a sua real situação clínica. Grande parte desses erros são resultados da má dedicação do médico às matérias durante sua graduação, isso faz com que ele carregue dúvidas que , com certeza, implicarão erros e processos judiciais à sua carreira.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo deve reunir-se com órgãos médicos e criar leis e testes de avaliação médica, que devem ser disponibilizados para as universidades avaliarem o conhecimento acadêmico dos seus alunos diante desses erros, assim, evitando com que eles os cometam futuramente. Já em relação aos médicos formados que atuam na saúde brasileira, o Conselho Federal de Medicina deve reunir os erros de diagnósticos existentes e elaborar palestras destinadas a estes profissionais, com o intuito de diminuir a presença desses equívocos na profissão. Assim, espera-se que os erros médicos sejam freados no Brasil.