Os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal
Enviada em 05/11/2020
No seriado da netflix Greys Anatomy, uma das protagonistas e médica Callie Torres cometeu um erro durante um procedimento cirúrgico e foi processada, porém sua sentença foi removida, pois ela teve o dever ético e profissional de atuar com prudência e competência para curar o paciente, porém infelizmente erros acontecem. Saindo da ficção cinematográfica, erros médicos devem ser investigados para entender o motivo e causa do erro punindo o responsável caso necessário, além de entender os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal.
Em São Paulo um Médico Otorrinolaringologista do hospital Albert Einstein obteve uma falha cirúrgica durante um procedimento e acabou prejudicando o ouvido do paciente, fazendo com que ele tivesse diversas crises agudas deixando o ouvido muito mais sensível. O caso não foi além nos processos jurídicos pois houve provas de que os erros médicos não foram culposos, além do paciente não ter cumprido o pré cirúrgico corretamente, o que muitas das vezes pode ocasionar diversos problemas, principalmente em procedimentos estomacais.
Segundamente, deve-se entender os limites entre o erro médico e a responsabilidade criminal, pois de acordo com uma pesquisa da revista Galileu da globo, 70% dos erros médicos são responsáveis por residentes, ou pós formados que entram na área de sua especialização médica. Erros também muito frequentes são na hora de diagnosticar um paciente, como principalmente em doenças iniciais que são mais complicadas de visualizar como um câncer em estado inicial, que caso não diagnosticado rapidamente pode-se haver complicações.
Logo, Chefes das áreas médicas, colocando em destaque a cirúrgica, devem sempre acompanhar os residentes em suas cirurgias e assumirem caso houver complicações durante o procedimento. Além de modificar o Artigo 5 do médico, assumindo e comprovando todos os seus procedimentos durante a cirurgia sendo comprovado por um fiscal que ficará na sala. Assim, erros médicos diminuiriam sem precisar radicalizar.