Os perigos causados pela influência digital no Brasil

Enviada em 27/09/2025

“Pense, fale, compre, beba, leia, vote, não se esqueça, use, seja, ouça, diga, tenha, more, gaste, viva”, música Admirável Chip Novo da cantora Pitty, revela como os meios de comunicação são perigosos e atuam influenciando a sociedade

brasileira. Nesse sentido, o comportamento individual e social devem ser profundamente avaliados.

Em primeira análise, convém observar que o comportamento individual é diretamente influenciado pelo conteúdo consumido. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a “Modernidade Líquida” dissolveu as estruturas sociais sólidas, transformando o indivíduo em um consumidor de experiências. Sob essa óptica, o ser humano é impulsionado pelas mídias a adotar comportamentos imediatistas, como a busca incessante por novidades, uma vez que a satisfação se tornou efêmera.Consequentemente, esse ciclo vicioso de consumo e descarte é fomentado pela influência digital, um perigo que fragiliza a capacidade do cidadão de decidir o que realmente é necessário para construir valores éticos e morais.

Outrossim, a lógica do consumo incessante impulsionada pela mídia digital não acarreta apenas a fluidez ética, mas resulta na banalização do mal e em severos impactos ambientais. Conforme a pensadora Hannah Arendt, a exposição contínua a comportamentos materialistas e a glorificação da riqueza normalizam tais atitudes, anestesiando o senso ético da comunidade. O perigo é duplo: cada ciclo de “comprar, usar e descartar”, instigado pelos algoritmos, fomenta a destruição ambiental (pela demanda de recursos e resíduos) e legitima um padrão de vida insustentável.

Portanto, medidas devem ser desenvolvidas para resolução do óbice. O Ministério da Educação (MEC) - órgão governamental responsável pela educação no Brasil- deve investir em programas de interpretação crítica. Isso deverá ser feito por meio da criação de aulas que ensinem a semiologia, ciência que estuda os signos, ou seja, qualquer coisa que transmita uma mensagem ou um sentido. A fim de transformar o espectador de agente passivo em consumidor crítico ativo.Espera-se assim, uma sociedade que se desenvolva intelectualmente, com a capacidade de ler o mundo.