Os perigos causados pela influência digital no Brasil
Enviada em 06/09/2024
Criar resenhas sobre um produto ou serviço é um ato que existe há anos na internet, esse tipo de conteúdo começou a ser criado na primeira década dos anos 2000 através de “blogs” como o flogão onde as pessoas discorriam suas opiniões sobre produtos de beleza, viagens e moda.Contudo, infelizmente, através do impulsionamento de outras redes sociais esse tipo de resenha ganhou uma nova dimensão, trazendo danos psicológicos à uma audiência massiva que acompanha tais criadores de conteúdo. Nesse contexto, o aumento do mercado de influênca e a ostentação de um estilo de vida irreal são os principais fatores que colaboram com os perigos da influência digital.
Em primeiro lugar, vale analisar o aumento do mercado de influencidadores. Apenas entre 2021 e 2022 houve um incremento no valor movimentado em mais de 2,7 bilhões de dólares em todo o mundo, sendo o Brasil um dos principais países relevantes neste setor. Sob tal ótica, é possível observar uma mudança na forma de vender das empresas, que preferem contratar influenciadores para falar sobre seus produtos e convencer o público a realizar a compra. Dessa maneira, houve também um aumento no número de influenciadores digitais e de mídias divulgadas com esse objetivo.
A partir disso, temos uma representação diária de estilos de vida irreais para a grande maioria da população. Isso corrobora com o pensamento de Guy Debord que fala sobre a sociedade do espetáculo, onde o consumo é exacerbado e as pessoas param de ser para ter. Nesse sentido, tentando reproduzir o que é visto na internet as pessoas se frustam, pois mais de 60% da população brasileira vive com um salário mínimo, segundo o Governo Federal. Logo, aumenjando “o ter” as passam a sofrer de problemas com auto estima e também financeiros, trazendo danos psicológicos para toda uma geração.
Fica evidente, portanto, os perigos causados pela influência digital no Brasil. Urge que o Governo Federal, trabalhe para regular as propagandas que acontecem online, e por meio de verbas públicas realize campanhas de conscientização sobre o uso das redes sociais, visando mostrar os perigos de tal comparação. Para que assim, esses conteúdos sejam consumidos de maneira consciente e crítica.