Os perigos causados pela influência digital no Brasil

Enviada em 08/09/2024

As redes sociais foram projetadas com o intuito de desenvolver as relações sociais pela praticidade comunicativa de suas ferramentas. No entanto, hodiernamente, os chamados influenciadores fazem uso dessas plataformas de forma exploratória com os seus usuários, haja vista os perigos causados pela influência digital no Brasil. Nesse viés, torna-se essencial analisar duas vertentes relacionadas à problemática: a frustração pessoal dos consumidores bem como a perspectiva do mercado corporativo.

Sob esse prisma, é primordial destacar o prejuízo à saúde mental dos usuários. Nesse sentido, de acordo com o doutor em neurociência Eslen Delagnore, os influenciadores digitais são responsáveis por vender um estilo de vida totalmente dopaminérgico, ou seja, constrõem uma ilusão de rotina perfeita e compartilham como ideal a ser alcançado pelos seguidores. Todavia, essa busca pelos hábitos difundidos pelos “blogueiros” se torna tóxica na medida em que desvaloriza outras realidades, já que cada rotina é individual. Dessa forma, a frustração dos usuários cresce, fato o qual os distancia da integridade humana.

Outrossim, é relevante ressaltar a perspectiva mercadológica brasileira como fator agravante dessa realidade. Nessa conjuntura, segundo a obra “O Capital”, escrita por Karl Marx e Friedrich Engels, o capitalismo prioriza a lucratividade em detrimento de valores. Nesse cenário, diversas empresas, no Brasil, estruturadas en base capitalista, atuam a partir de mecanismos de patrocínio aos influenciadores com seus produtos - visando o aumento da demanda - sem levar em conta os perigos do consumo exacerbado. Desse modo, há a manutenção de ações as quais visam somente o lucro de mercado e são coniventes com a exploração dos usuários pelas redes sociais.

Assim, percebem-se os perigos causados pela influência digital no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Cultura - órgão responsável pelo desenvolvimento socioeducativo da nação - a promoção de palestras que conscientizem a população acerca dos malefícios no consumo exacerbado dos conteúdos das redes sociais. Para tanto, isso pode ser feito por meio de incentivos fiscais às instituições acadêmicas para que se garanta a democratização desses eventos.