Os perigos causados pela influência digital no Brasil
Enviada em 18/09/2024
A Constituição Federal, promulgada em 1988, foi esboçada com o objetivo de delinear direitos básicos para todos os cidadãos — como o acesso à dignidade humana. Contudo, hodiernamente tal postulado é deturpado, visto que os perigos ocasionados pela influência digital comprometem a qualidade de vida dos brasileiros. Acerca disso, para se discutir a questão de forma mais ampla, hão de ser analisados a inércia estatal e o silenciamento.
A priori, importa assinalar a omissão governamental como causa latente do problema. Nesse contexto, conforme o sociólogo Thomas Hobbes, é encargo do Estado garantir todas as medidas necessárias para o bem-estar da população. No entanto, essa premissa é contrariada, considerando a ausência de leis e ações políticas que regulamentizem o uso das redes sociais no país. Logo, esse contexto gera uma cultura de consumismo exagerado e prejuíso emocional, oriundos do consumo desgovernado de conteúdos digitais. Sob essa óptica, é imperativo que tamanha negligência seja resolvida.
Ademais, destaca-se a ausência de debates como outro fator que exacerba os impactos digitais. Nesse sentido, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro sustenta que, para atuar em uma situação, deve-se, antes de tudo, tirá-la da invisibilidade. Não obstante, o pensamento da escritora não tem sido posto em voga no cenário nacional, considerando que os crescentes perigos de um mal uso das redes digitais não é reconhecido pelo círculo social. Nessa perspectiva, a referida nebulosidade deve ser esclarecida para promover a consciência da sociedade.
Sendo assim, medidas interventivas necessitam ser tomadas para reverter a problemática. Logo, cabe ao Estado, organização estabelecida para exercer autoridade governante sobre a população, criar o programa “Sociedade Digital Conciente”, que será responsável por instruir os brasileiros sobre o uso sustentável das redes sociais. Fará isso mediante a ministração de palestras educativas nas intituições de ensino, — como escolas e universidades — com a finalidade de assegurar a dignidade dos cidadãos, que, embora prometida pela Constituição, é ameaçada pelos riscos associados à influência digital.