Os perigos causados pela influência digital no Brasil
Enviada em 23/09/2024
A obra “Utopia” de Thomas More retrata uma sociedade perfeita e em harmonia a qual é livre de conflitos e mazelas. Todavia, fora da ficção, a realidade contemporânea está distante disso, haja vista as ameaças causadas pela interferência digital no Brasil. Nesse sentido, o descontrole emocional e a falta de controle financeiro são fatores que favorecem esse quadro.
Sob esse prisma, é primordial analisar a ausência de controle emocional durante as comparações realizadas pelo público em relação aos influenciadores digitais. Nessa ótica, de acordo com o filósofo Aristóteles, toda ação humana tem como objetivo alcançar a felicidade, sendo parte da natureza humana o desejo de ser feliz. No entanto, a comparação exagerada leva o indivíduo a sofrer por não conseguir se encaixar nos moldes apresentados nas redes, o mundo “perfeito” retratado por produtores de conteúdo faz com que o público busque viver uma realidade fantasiosa, causando casos de dissociação da realidade e depressão. Dessa forma, trocando a felicidade real apontada pelo filósofo ao buscar o mundo ilusório e supostamente perfeito.
Outrossim, ressalta-se a dificuldade em controlar as finanças em busca de um alto padrão social financeiro como impulsionadores do problema. Segundo um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que 69% da população brasileira não consegue gerenciar seus gastos. Diante disso, observa-se que a perda do controle das finanças está relacionada ao padrão de vida elevado que os influenciadores divulgam em suas mídias digitais, apresentando aos seus seguidores um padrão inatingível. Destarte, é imprescindível que haja mudança desse cenário.
Portanto, é necessário que esta situação seja dissolvida. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição de existência de todos, deve promover por intermédio do Poder Legislativo, por meio da criação de lei que regule a atividade dos influenciadores digitais, a fim de serem responsáveis por promover apenas produtos e serviços que realmente acreditam e que atendam às expectativas que estão sendo divulgadas. Assim, uma sociedade mais próxima da que é citada em “Utopia” será consolidada.