Os perigos causados pela influência digital no Brasil

Enviada em 20/10/2024

De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, “é dever do Estado garantir o bem-estar de toda a população”. Logo, é nesse contexto que a máxima desse pensamento entra em consonância com a realidade de muitos cidadãos, uma vez que o estigma associado aos perigos causados pela influência digital no Brasil ainda configura um desafio de responsabilidade do governo que precisa ser sanado. Isso ocorre ora pelo sistema capitalista vivenciado, ora pela omissão estatal, urgindo assim, análises desses entraves para que essa chaga social seja resolvida.

A princípio, é válido destacar o sistema capitalista como fator que impulsiona os riscos gerados pela influência midiática. Nessa perspectiva, pode-se utilizar a título de exemplo o filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, que retrata a vida de uma jovem que é viciada em comprar para se sentir bem. Em paralelo à ficção, é imprescindível notar que o capitalismo tem relação direta com o cenário da atuação exercida pelas mídias brasileiras, pois gera um consumismo desnecessário dos indivíduos, que causa uma temporária sensação de felicidade. Dessa forma, é urgente ações que solucionem essa problemática.

Ademais, outro ponto é responsável pelos perigos ocasionados pela influência online: a omissão estatal. Nessa lógica, fundamenta-se a Constituição Federal de 1988 - que garante os direitos humanos -, entre eles a segurança social. Todavia, é desanimador notar que tal diretriz não dá sinais de plena execução, já que é indubitável que a lei precisa ser praticada proporcionando maior confiança do público ao navegar pela internet e não ser enganado - seja por notícias ou golpes -. Sendo assim, é preciso que o governo se posicione acerca do problema.

Portanto, diante dos aspectos supramencionados, é evidente que o Estado, em parceria com o Ministério Público, execute planos que busquem erradicar os perigos causados pelas mídias digitais no Brasil por meio de políticas públicas - como palestras e blitz educativas -, com o fito de frear o consumo exacerbado e a falta da segurança social. Por conseguinte, os ideais de Hobbes serão consolidados e todos os cidadãos terão uma melhor qualidade de vida.