Os perigos da alienação parental
Enviada em 03/10/2019
Proferir ofensas ao outro responsável, falar mal pelas costas, incentivar mal comportamento e em até casos extremos, assassinar a criança. Todos estes são casos de alienação de menores praticados por pais ou responsáveis. Crime psicológico no Brasil desde 2017, a alienação parental gera traumas nas crianças que se refletem na vida adulta, e bem como já evidenciado, pode levar ao óbito do incapaz por vingança.
Pesquisas do Instituto de Psicologia da USP apontam que 64% dos transtornos adquiridos por adultos entre 17 e 40 anos, surgiram na infância e estão relacionados ao relacionamento com seus familiares. Desse modo, pais que divorciados compartilham forçadamente suas mágoas e raivas, fazendo seus filhos manifestarem também estes sentimentos, são exemplos disto. Se dentro de casa tudo que uma menina ouve é que seu pai e homens no geral “não prestam”, esta pode vir a crescer com problemas de relacionamento, visto que isto foi tudo que aprendeu.
Ademais, tem se tornado cada vez mais comuns assassinatos de crianças em decorrência de vinganças. Em 2018, no estado de São Paulo, um homem matou a si e a seu filho com o intuito de fazer sofrer sua ex-esposa. Uma vez sendo a criança a coisa mais importante para os pais, é fácil usá-la como objeto de manipulação.
Sendo assim, é imprescindível a necessidade de proteger o menor de qualquer forma de manipulação. Logo, cabe primeiro a família observar e policiar-se acerca do que é dito sobre o outro em frente ou à criança; é dever do Estado, através de uma ação conjunta dos ministérios da Justiça e Família, fiscalizar por meio de visitas domiciliares mensais, as casas de crianças cujos pais divorciaram-se, a fim de que fazendo entrevistas privadas com os menores, possam obter informações precisas sobre possíveis casos de alienação.