Os perigos da alienação parental
Enviada em 04/10/2019
Ao analisar a história da antiguidade, é possível perceber que na Roma Antiga, usava-se o termo ‘‘família natural’’, tendo como base o casamento e o vínculo sanguíneo. Dessa forma, com a evolução da sociedade, houve o surgimento de um tipo de violência psicológica denominada de ‘‘alienação parental’’, onde o filho ou a filha de um casal apresenta afastamento social em conjunto com o desenvolvimento de problemas de saúde psíquicos, decorrentes de uma separação dos pais. Isso mostra que medidas são necessárias para resolver o empasse.
Em primeiro lugar, a alienação parental é a causa de doenças como a depressão. Segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, no Brasil, a cada três casamentos feito no civil, um termina em divórcio. Diante desse exposto, no ano desse levantamento foram registrados mais de trezentos mil separações, dado esse que preocupa a sociedade quando se trata no filho do casal, pois esse perde a sua identidade social, adquirindo duplo pensamento decorrido da briga entre os pais.
Ademais, convém ressaltar, que o ato de manipulação têm seus efeitos negativos nas crianças. Para o sociólogo polonês Bauman, a sociedade ‘‘vive tempos líquidos, nada é permanente’’ e segundo ele foi se o tempo em que os conceitos, as ideias, e as estruturas sociais, eram sólidas, rígidas e estáveis, sendo que a incerteza escorre pelos dedos das mãos. De maneira análoga, no aspecto da individualidade, o autor demonstrou uma perspectiva pessimista, citando que o ser humano é fruto de interesses pessoais em consonância com a ganancia financeira. Logo, na maioria dos casos, o casal aderem a separação por motivos financeiros e não levam em relevância o afastamento social que a criança passará.
Fica evidente, portanto, que para resolver o empasse medidas são necessárias. Para isso urge ao Estado garantir por meio da lei 13.431/2017 a atuação do conselho tutelar, orientando os pais no ato da separação a importância de viver em harmonia um com o outro para que a criança não seja afetada, objetivando um relacionamento saudável naquilo que um dia já foi uma família. Por fim, as prefeituras em parcerias com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios pedagógicos e psicológicos especializados para que a responsabilidade social erradique esse paradigma da alienação parental.