Os perigos da alienação parental

Enviada em 04/10/2019

Na Grécia Antiga, a função de educar as crianças era tanto da família, quanto da sociedade. Isso porque o Estado reconhecia a necessidade de auxiliar no processo de formação dos cidadãos. Entretanto, atualmente, esse papel foi reduzido, majoritariamente, à esfera familiar. Contudo, esta nem sempre é eficaz, uma vez que é comum a prática de alienação parental, o que gera consequências negativas aos filhos, como danos psicológicos. Logo, medidas são necessárias para sanar essa problemática.

Nessa perspectiva, é importante salientar que a alienação parental pode ocorrer de diversas formas, desde a dificultar o contato com um dos genitores, até omitir informações sobre a criança ou adolescente. Como consequência disso, a criança pode apresentar prejuízos na construção de sua identidade, dado que, geralmente, a principal referência de comportamento e moralidade advém da família. Sabendo disso, foi criando na década de 90 o Instituto da Criança e do Adolescente (ECA), com o objetivo de garantir a proteção das crianças. Contudo, somente esse instituto não foi suficiente para alterar o atual cenário.

Além disso, a alienação parental pode prejudicar o emocional da criança, já que, muitas vezes, elas são usadas como instrumento de vingança para afetar os pais. Essa prática, apesar de ser considerada um crime pelo ECA, acontece frequentemente no Brasil, o que posteriormente pode implicar desenvolvimento de distúrbios mentais nessas vítimas, como a depressão.

Diante do exposto, a fim de proteger e garantir a saúde mental das crianças e adolescentes, cabe aos institutos educacionais, juntamente ao ECA, promover palestras nas escolas para orientar os pais sobre os malefícios da alienação parental e como reverter essa situação, por meio de consultas gratuitas com psicólogos e documentários sobre o assunto.