Os perigos da alienação parental

Enviada em 05/10/2019

No século XIX, surgiu a ideia de “alienação”, feita pelo filósofo Karl Marx, na qual diz que os trabalhadores são iludidos pelas empresas, para pensarem que seus salários são justos. Com isso, a alienação parental é semelhante a ideia de Marx, pois nela o filho é influenciado pelo genitor a acreditar que seu outro responsável é alguém de má influência. Nesse sentido, a alienação parental pode gerar risco a saúde psíquica e emocionais na criança, como também viola o direito à guarda de um dos responsáveis.

No âmbito da saúde, a influência dos pais geralmente são positivas psicologicamente para o indivíduo, mas no caso da alienação é o inverso, pois os pais separados tendem a disputarem a guarda do filho, através da restrição do contato familiar do outro genitor. Nesse contexto, segundo o sociólogo Talcott Parsons, a família é um agente formador de caráter, ou seja, influencia na personalidade da criança. Dessa forma, a alienação parental é um meio de influência negativa, pois passa o rancor da separação, para o filho, e isso corrobora para uma personalidade ruim do menor de idade.

Além disso, os responsáveis que praticam a alienação parental viola o direito à guarda que o outro genitor possui. Nesse viés, de acordo com o Código Civil, o casal após a separação, tem o direito à guarda compartilhada, porém esse processo de compartilhamento não promove a garantia de um contanto familiar constante e homogêneo. Sendo assim, os pais tentam na maioria das vezes, ganhar a guarda por completa, por meio da alienação, para gerar um desconforto emocional na criança no contato com o outro responsável.

Portanto, para haver um efetivo combate aos perigos da alienação parental, o Poder Executivo deve garantir que a criança após a separação dos pais possua o contato familiar de ambos, por meio da execução da lei da guarda compartilhada, para diminuir os casos de alienação parental, como também promover a assistência para os envolvidos, através de acompanhamento e terapias com psicólogos, no intuito de evitar que sentimento gerado pela separação influencie na formação da criança. Ademais, é necessária que o Ministério da Família junto do Ministério da Educação, contribua para o combate a alienação parental, por meio de palestra nas escolas, extracurriculares, com os pais responsáveis, principalmente os divorciados, para abordar sobre o assunto da alienação e mostrar os riscos causados, além de mencionar aos responsáveis a importância do contanto familiar de ambos os lados. Logo, se essas medidas fossem tomadas, os perigos da alienação não afetariam tantas famílias, e as crianças teriam um lar melhor.