Os perigos da alienação parental
Enviada em 05/10/2019
A alienação parental pode ser caracterizada como sendo um comportamento de manipulação do filho, no qual um cônjuge direciona a criança a se afastar e até mesmo adquirir sentimento de ódio do outro responsável. Nesse viés, pode destacar várias problemáticas oriundas dessas ações, como o desenvolvimento de doenças emocionais no filho, bem como no genitor desfavorecido. Assim, é imprescindível a análise reflexiva desse tema e suas possíveis intervenções.
A princípio, é válido salientar que a má relação entre os pais é um fator que potencializa esse tipo de alienação. Isso porque, devido ao sentimento de raiva adquirido entre os cônjuges, a criança, muitas vezes desprovida do conhecimento da situação, é incentivada e, por vezes, forçada a romper as relações com um dos pais. Ademais, a deficiência constitucional facilita a popularização dessa problemática, já que há a falta de leis que penalizem o infrator, fazendo com que o indivíduo perca o medo da condenação. Como consequência, essa manipulação comportamental pode desencadear a depressão, doença em que a vítima tem quedas de humor e que é considerada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a segunda causa principal de suicídio.
Além disso, há de se destacar os problemas emocionais que o filho está sujeito a desenvolver. Nesse sentido, essa desvalorização familiar, em que a criança é afastada de um de seus entes retira a imagem de família tradicional que é imposta, possivelmente, a muitas crianças de convívio próximo. Nessa ótica, de acordo com a repetição da situação, a raiva e a mágoa vão se agravando no ideário da vítima, de maneira análoga à teoria da tábula rasa de John Locke, o qual ele fala que o ser humano é como uma tela em branco, que vai sedo preenchida de acordo com suas experiências. Desse modo, a tela em branco metaforiza a criança que, devido às influências psicológicas, desenvolve esses sentimentos negativos.
Destarte, são perceptíveis os fatores que corroboram os perigos da alienação parental. Diante disso, é preciso que o setor legislativo elabore leis que penalizem com multas, prisões e reeducação familiar aos transgressores e que o judiciário efetive na prática as leis impostas à sociedade. Isso pode ser feito mediante projetos de emendas constitucionais e campanhas em redes sociais e programas televisivas que abordem e defendem a causa. Essas medidas, somadas às mudanças individuais, têm como finalidade diminuir o quadro de alienação psicológica dos filhos e conter o avanço dessa mácula social.