Os perigos da alienação parental

Enviada em 08/10/2019

No episódio “Arkangel”, da série britânica “Black Mirror”, é retratado o controle parental por parte da mãe, através de um dispositivo tecnológico implantado no cérebro da criança. Nesse viés, associa-se esse dispositivo, na realidade, à ideias alienadoras instituídas por um dos pais, para impedir o vínculo afetivo do filho com o ex-conjuje. Visto que essa alienação causa danos psicológicos profundos e afeta o desenvolvimento psicossocial da criança.

Inicialmente, podemos entender esses prejuízos como uma desestruturação mental da criança, ou seja, distúrbios psicológicos como ansiedade, depressão e síndrome do pânico, causadas devido a pressão e limitação posta sobre o jovem em questão. Igualmente à série televisiva “Riverdale”, a qual retrata os problemas da personagem Betty, que possuí uma família desestruturada, em consequência da alienação por parte de ambos pais. Situação essa, inadmissível para uma vida harmônica, porém presente na realidade de milhares de jovens no mundo.

Além disso, a alienação parental acarreta um desenvolvimento tardio e perturbado do indivíduo e, consequentemente, inclinação para o uso de drogas e álcool, bem como isolamento social, maneiras desesperadas de escapar dos traumas passados. Em vista disso, associa-se esse ser à rochas rudimentares, pois são formados gradualmente por pequenos fragmentos, isto é, tudo que o sujeito absorver, quando criança, refletirá em dificuldades na sua vida adulta, formando uma pessoa perturbada com seu passado.

No entanto, para acabar com os perigos causados pela alienação parental, urge eliminar de vez essa doutrina negligente. Recomendando-se que o Ministério da Justiça, juntamente com o conselho tutelar, avalie a situação familiar antes da concessão da guarda, escolhendo o melhor lugar para a criança viver harmoniosamente, sem tenções alienadoras. Somente assim o futuro de nossa nação irá se desenvolver longe de problemas psicológicos e sociais.