Os perigos da alienação parental
Enviada em 31/10/2019
Segundo a teoria da Tábula Rasa do filósofo John Locke, ‘‘O ser humano é como uma folha em branco que é preenchida por experiências e influências’’. Com base nisso, pode-se levar em consideração que as práticas adotadas e vivenciadas pelas crianças e adolescentes tem origem nas relações interpessoais do círculo familiar, visto que muita das vezes as famílias não proporcionam um ambiente adequado para que o indivíduo se desenvolva devidamente, a qual certamente ocasionará impactos negativos na vida biopsicossocial da criança.
A priori, é importante ressaltar que a Constituição de 1988 prevê que ‘‘a família é a base da sociedade’’. Em contrapartida, muitos pais ou parentes colocam ou tentam colocar a criança contra os familiares, com o intuito de dificultar os vínculos parentais e desrespeitar a soberania do genitor sobre o filho. Nessa concepção, Zygmunt Bauman, filósofo polonês, diz que a falta de solidez nas relações físicas e sociais substituem a falta de coletividade pelo individualismo, e a transformação do cidadão em consumidor; assim, as relações afetivas se dão por meio de laços momentâneos com o propósito de prejudicar a convivência com a criança.
Outro fator relevante é a falta de pensamento crítico que o alienador causa, motivando involuntariamente violência e abuso psicológico nos filhos. Ao sentir a realidade vivenciada, a criança torna-se submissa dos pais, assim fazendo com que problemas sociais apareçam. Consequentemente, o indivíduo crescerá com a psique abalada e pode comprometer a formação da personalidade e da liberdade de expressão, já que a base da construção do futuro do cidadão depende da família, em razão de ser o primeiro contato direto social das crianças. De acordo com o site G1, as imposições na puberdade podem ocasionar traumas até a fase adulta, sendo capaz de ter aversão em se relacionar com outras pessoas.
Em suma, a alienação parental não deve ser mais uma realidade brasileira. Para solucionar esse problema, os poderes administrativos - legislativo, judiciário e executivo - devem garantir que as crianças estejam sendo bem tratadas após um término da relação dos pais. Tal medida deveria ser feita por anúncios na sociedade e acompanhamento de psicólogos, para que com isso a população jovem cresça atualizada e sabendo dos perigos que podem surgir com essa problemática. Somente assim, o Brasil poderá ser preenchido com experiências boas.