Os perigos da alienação parental
Enviada em 08/10/2019
Crianças, jovens adolescentes, pequenos pedaços de argila que são moldados a partir da sua criação domiciliar, da sociedade em que está inserido, influenciados pela cultura local e pelas pessoas com quem terão convívio durante seu desenvolvimento. No entanto, o maior poder de persuasão e educação, vem de dentro de casa, dos pais, ou qualquer um que esteja ocupando a posição de maior autoridade e afetividade na vida da criança.
Brigas familiares motivadas pela disputa de herança, questões políticas, religiosas… Vários são os motivos que podem desencadear conflitos que muitas vezes chegam até o jurídico. Tais desinteligências envolvem toda a família, inclusive, as crianças. Os pequenos e jovens membros da família, por várias vezes são alvo das discussões e utilizados como o motivo das brigas ou impõem como obrigação que a criança “escolha um lado”, assim dando uma impressão de maior razão na discussão para uma pessoa específica.
A alienação parental afeta o emocional, psicológico e até mesmo o físico dos filhos, como um dominó, uma ação afeta a outra. O percentual de jovens que cometem suicídio, usam drogas, álcool, cometem crimes já ultrapassam as estatísticas dos anos anteriores. Frequentemente é observado nas redes sociais as reclamações feitas por adolescentes sobre seus pais e a forma como são inseridos e manipulados nos conflitos familiares.
Dados os fatos apresentados pode-se observar que os jovens precisam de um “porto seguro”: a escola, neste local, professores instruídos podem perceber problemas pessoais dos alunos, oferecendo auxílio ou os encaminhando para profissionais capacitados para auxiliar as crianças e tratar do assunto com os pais. O Ministério da Educação precisa dar mais atenção a alienação parental, pois afetará diretamente no desempenho dos alunos e na educação que estarão recebendo. Cartazes informativos pelas escolas oferecendo auxílio também podem ajudar na busca de amparo.