Os perigos da alienação parental

Enviada em 10/10/2019

Conforme os ideais do sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Analogamente, a alienação parental tem se tornado uma realidade preocupante no Brasil contemporâneo. Desse modo, verifica-se a configuração de um problema complexo, devido à insuficiência legislativa e ao individualismo.     Primeiramente, é válido mencionar que apesar de haver uma regulamentação que coíba atos de interferência no desenvolvimento psicossocial infantil, eles ainda persistem. Nesse sentido, a Lei de Alienação Parental criminaliza a indução, por parte do responsável, ao repúdio e afastamento de um dos seus genitores. Logo, fica evidente que a participação da legislação não é suficiente para a situação, de modo que necessita-se o envolvimento de outras entidades para erradicação da problemática.

Além do mais, é importante destacar que o egoísmo é uma das causas para o dilema. Por esse ângulo, na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em paralelo, o pensamento do sociólogo pode ser observado no atual contexto nacional, pois a prática de alienação é realizada em detrimento dos prejuízos, psicológicos e sociais, ao público infantil. Assim, nota-se que há a imprescindibilidade de combater tal crime, para que sejam evitadas as consequências.

Infere-se, portanto, que ações são fundamentais para vencer a alienação parental no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, devem inserir nas escolas um setor de apoio psicológico e social, por meio de conversas e dinâmicas. Ademais, tal medida contará com a participação de psicólogos e assistentes sociais, a fim de identificar vítimas de alienação e, por conseguinte, dialogar com os responsáveis ou, em casos severos, realizar a denúncia.