Os perigos da alienação parental

Enviada em 11/10/2019

Foi retratado em “Salve jorge”, novela da emissora Globo, um caso de alienação parental, em que Celso usa a filha para atingir Antônia, sua ex mulher e mãe da criança. Desse modo, vê-se que essa forma de abuso, em que um dos genitores tenta destruir o vínculo da criança com o outro, não é apenas assunto fictício, pois é notório que a falta de comunicação entre os pais e o não entendimento pessoal entre esses geram grandes influências para esse óbice. Assim, portanto, nota-se que esse problema é consolidado por ausência de uma fiscalização da lei já em vigor, por parte do Estado, como também pela falta de empatia familiar.

É válido destacar, em primeira análise, o que ficou associado ao Maquiavel,filósofo renascentista, por meio de sua obra “O príncipe”, que os fins justificam os meios, no qual induz que qualquer ação é válida para alcançar os objetivos. Nesse viés, essa perspectiva pode ser atribuída ao problema da alienação parental, em que a falta de diálogo entre os responsáveis do filho agrava o desentendimento destes, no qual são utilizados, pelo alienador, mecanismos de manifestação de diferentes formas, como insultos e xingamentos, com o desejo de desestabilizar a relação da criança com o outro genitor. Consequentemente, essa prática gera problemas psiquiátricos para a crianças, que ainda está em fase de formação, uma vez que esta fica no meio do conflito entre duas pessoas e sente-se dividida entre o pai e a mãe, sendo que ela tem direito aos dois.

Outrossim, é importante evidenciar que já existe uma lei para esse problema, a 13.431/2017, que certifica ao alienado o direito de reivindicar medidas contra o alienador. Desse modo, além da dificuldade do filho em questão à separação dos responsáveis, muitos acabam por sofrerem com essa questão, em decorrência, também,  da falta de consenso dos pais em relação ao divórcio e da falta de vigilância da lei em vigor, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de divórcio no Brasil é cerca de 1,8 para cada 1000 habitantes. Por conseguinte, as crianças sofrem, inclusive, dificuldades futuras, como em relacionamentos, por essa violência sofrida na infância.

Dessa forma, entende-se, portanto, que a falta de dialeto entre os pais separados, em busca de um denegrir o outro provoca consequências para a criança. Por isso, é necessário que o Poder Judiciário, já que este fiscaliza as leis, por meio do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, fiscalize as famílias que passaram por separação, para identificar quando uma criança, mesmo sem denúncias, passa por essa alienação. Junto a isso, é importante que os responsáveis do indivíduo crie a atitude de uma laço de diálogo entre si, para que a falta de empatia não afete o próprio filho, por este ainda está em faze de formação. Nesse contesto, no Brasil, não será preciso fazer oque atribuiu-se a Maquiavel.