Os perigos da alienação parental
Enviada em 21/10/2019
A família é uma das primeiras e mais importantes instituições sociais em que um indivíduo é inserido. Contudo, muitas são desestabilizadas devido a chamada alienação parental que consiste em uma manipulação afetiva e, totalmente, prejudicial às crianças e aos adolescentes. Nesse sentido, questões como a separação não amigável dos responsáveis e o narcisismo colaboram para o aumento de tal problemática.
De início, é válido entender o enorme número de casais separados no Brasil. Isso ocorre porque segundo o filósofo Zygmunt Bauman a sociedade vive uma modernidade líquida em que as relações afetivas são, com maior frequência, instáveis e passageiras. Acerca dessa análise, inúmeras pessoas com filhos saem dos relacionamentos de forma mal resolvida e utilizam as crianças para vingarem um casamento frustrado. Logo, um dos pais, por exemplo, manipula os pensamentos do filho contra o outro genitor, os afasta do convívio familiar e, em consequência, o filho poderá desenvolver crises de ansiedade e, inclusive, depressão.
Outrossim, sabe-se que pessoas narcisistas controlam os outros indivíduos para alcançar seus desejos. Isso decorre do fato do narcisista priorizar sempre o seu bem-estar acima de qualquer situação ou de alguém. Sob esse aspecto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o número de divórcios no país aumentou, aproximadamente, 161% em dez anos. Destarte, muitos pais narcisistas promovem um imagem negativa do diferente responsável legal por seu filho, dificulta visitas faz chantagens e, ainda, culpabiliza o menor pelo fim do casamento. Dessa maneira, em razão de tais ações tóxicas, muitas crianças começam a ser agressivas, solitárias e a ter baixa autoestima.
Nota-se, portanto, que a alienação parental é um problema recorrente e grave na sociedade brasileira. Assim sendo, para atenuar tal adversidade, cabe aos adultos resolverem suas relações e separações de modo racional e maduro, através do diálogo e do respeito, com o intuito de preservar a saúde mental das crianças e dos adolescentes. Ademais, é função da escola observar mudanças de comportamento nos alunos e, em parceria com outros familiares, investigar o motivo e proporcionar conversas com os indivíduos afetados , por meio de sessões com psicólogos, a fim de melhorar o entendimento sobre mudanças na vida e, assim, propiciar um desenvolvimento eficaz aos menores.