Os perigos da alienação parental

Enviada em 26/10/2019

Segundo Sartre: " O ser humano é livre e capaz de decidir a melhor maneira de agir e pensar. De encontro a esse pensamento filosófico, grande parte dos pais que se divorciam e tiveram filhos costumam denegrir a imagem do outro companheiro, o que acarreta aos filhos consequências irreparáveis como abordado no documentário " A morte inventada", nele é retratado como os filhos sofrem com essa problemática odiando o pai ou a mãe por influência daquele que ficou com a guarda do menor. Devido esse problema ter um caráter social torna-se necessário abordar as principais causas, consequências e uma possível intervenção.

Antes de tudo, é importante lembrar que em uma separação já existe estresse para as crianças. Nesse sentido, cabe aos pais lidarem da melhor maneira nessa transição a fim de não acarretar tanto sofrimento aos menores, mas infelizmente a realidade é outra, boa parte dos pais influenciam negativamente a imagem do outro pai, ou mãe, à criança e também dificultam o acesso da criança ao outro responsável inventando desculpas ou até mesmo mudando de endereço.

Ademais, consequências terríveis como doenças psíquicas podem aparecer nessas crianças que passam por essa situação, como depressão, o estresse, a ansiedade entre outras doenças. De acordo como o site IBDFAM: " As crianças e os adolescentes submetidos à alienação parental, no meio dessa psicodinâmica patológica, estão em estresse tóxico constante". Nesse sentido, medidas devem ser tomadas a fim de minimizar esses impactos abordados.

Portanto, cabe ao Ministério da Justiça em parcerias com ONGs promover palestras sobre a influência da alienação parental nos processos de divórcio em que os envolvidos tiverem filhos e ainda que o Poder Legislativo crie leis a fim de manter a guarda compartilhada aos pais, pois dessa forma, mesmo após os processos de separação os filhos possam conviver com ambos os pais. Tais medidas visam combater o empasse de forma precisa e democrática.