Os perigos da alienação parental

Enviada em 24/10/2019

“Ver para prever e prever para prover”. Tal declaração proposta pelo filósofo positivista August Comte permite refletir, sobre como os perigos da alienação parental representam um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Nesse sentido, convém analisar as consequências da coerção de infantes exercidas pelos seus responsáveis.

Em uma primeira análise, é notável que esse termo é usado para todo ato de incentivo, ou indução do pensamento de uma criança contra um de seus genitores. Ademais, de acordo com o site de notícias G1, os índices de alienação parental subiram 5,5% em 2017. À vista disso, as instituições familiares que passam por esses transtornos falham com os menores, devido ao desgaste emocional gerado por parte do responsável, que acarreta futuros danos psicológicos para o jovem.

Outrossim, cabe salientar que tal contrariedade é discutida no que se refere à saúde mental da criança e do adolescente, porém essa questão figura-se além dessa adversativa, ao ecoar no âmbito familiar, já que influi diretamente em sua estrutura e no modo que é entendida. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é resguardado os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas. Não obstante, pode ser entendido como sistemático os recorrentes casos referentes ao assunto supracitado.

A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes implicados em comportamento familiar. Portanto, entende-se como viável seguir o pensamento comteano. Logo o Ministério da Educação, deve executar campanhas pedagógicas, por intermédio de psicólogos focados nesse assunto com o intuito de empoderar o menor ao disponibilizar amparo psicológico, e fomentar a disseminação de informação aos responsáveis, com intenção de garantir uma melhor qualidade de vida para o vulnerável. Como resultado dessa nova perspectiva, espera-se observar um decréscimo da indução de menores contra um de seus progenitores.