Os perigos da alienação parental
Enviada em 23/10/2019
No filme “Se eu fosse você”, dois pais têm a consciência trocada de corpo. Na trama, os genitores brigam incessantemente pela atenção da filha.Contudo, a mesma situação retratada com “ar cômico” nas telas, é uma realidade nas famílias brasileiras.Isso pois, a criança é colocada em papel de eterno conflito para resolver os problemas familiares.Logo, urgem a valorização de uma cultura do diálogo familiar, bem como assistencialismo para com as famílias nessa situação.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o aspecto estrutural da família contemporânea,fechada em si mesma, colabora com o problema.Nesse sentindo, o sociólogo Émile Durkheim, em sua teoria do fato social,ressalta que existe uma força coercitiva no coletivo que exercesse uma coerção nas atitudes das pessoas. Assim, quando não se enxerga nas comunidades um pensamento mais aberto, de pedir ajuda e ajudar,a instituição familiar se torna cada vez mais padronizada e envergonhada de expor seus problemas comuns para os outros.Logo, é invertida a lógica e o que são vistas e reforçadas no seio familiar são atitudes como a do filme citado, na qual o filho se torna uma “moeda de troca” para os entraves mal resolvidos.
Além disso,a falta de acesso das famílias à profissionais que as auxiliem a resolver os imbróglios é inegável.Por esse viés, o psicólogo Sigmund Freud, disserta que a maioria dos transtornos psicológicos advém de traumas no convívio familiar, especialmente na infância. Desse modo, os que ainda não são adultos precisam de um ambiente rico em experiências positivas, afinal os perigos da alienação parental envolvem profundas marcas psicológicas que podem gerar desde problemas de saúde a perda de direitos básicos como educação e lazer.Portanto, psicólogos dialogando nas comunidades,tal como advogados para resolverem os lítigios devem ser prioridade, pois “Se eu fosse você” deve ser analisado como mídia de reflexão para a pŕopria sociedade e seus hábitos enraizados.
Em suma, o tema perpassa pela ressifignação da cultura familiar,e também pela ampliação de assistência profissional às familias.Para tanto,o Ministério da Cultura deve investir em peças de teatro e palestras nas comunidades que, por meio de temas contemporâneos faça com que as famílias, pais e alunos dialoguem e identifiquem os problemas que diversas famílias passam, e haja conscientização da necessidade de um ambiente saudável para o desenvolvimento humano, a fim de que a instituição familiar seja vista como parte de uma sociedade, e que essa sociedade não aceita que suas crianças sejam prejudicadas. Ademais, O governo Federal, deve instituir por meio de multirões de saúde, atendimentos individualizados com psícologos especializados em litígios familiares, além de advogados para discutir esses imbroǵlios, só assim cada pequeno será visto como moeda de puro ouro.