Os perigos da alienação parental
Enviada em 23/10/2019
O ECA (Estatuto da criança e do adolescente), menciona que é dever da família, da sociedade e do Estado, assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, ao respeito, à convivência familiar e comunitária. Entretanto, ao analisar o dilema de alienação parental, a crise da instituição familiar e a dominação coercitiva de membros indefesos, mostra-se a necessidade de medidas que resolvam esse impasse.
Nesse contexto, a alienação parental tem crescido gradativamente, uma vez que há inferências destrutivas dentro da convivência familiar. Isto é, quando um casal se separa, o comportamento padrão é colocar os filhos como intermediários tentando programá-los a não gostarem mais da outra parte. Ademais, manipular os sentimentos e comportamentos tem consequências para o resto da vida, posto que é mais negativo para os filhos, do que os adultos.
Além disso, a dominação coercitiva sobre as crianças e adolescentes tem inúmeros efeitos. Para exemplificar, a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental, provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação dos jovens, pois as crianças tem os pais como referência, e torna-se complicado quebrar essa barreira ou expectativa, criada pelos filhos, pelo fato do que a outra pessoa diz.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no país. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil, uma vez que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais. Por fim, as prefeituras em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através do auxilio de pedagogos e psicólogos especializados.