Os perigos da alienação parental
Enviada em 23/10/2019
A alienação parental é um comportamento mesquinho e cruel que, infelizmente, tem sido cada vez mais utilizado para ferir e atacar pais, mães e outros parentes próximos à crianças e adolescentes, sem levar em consideração que estes podem ser as maiores vítimas de tal ato.
O termo Alienação Parental não é novo. Ele já era utilizado a mais de 30 anos atrás pelo psiquiatra alemão, Richard Gardner, para tratar deste comportamento que busca criar na criança um sentimento de ódio, de raiva contra o pai ou a mãe, de forma totalmente irracional, usando-se de argumentos e justificativas nocivos, desproporcionais e agressivos.
Muito se tem falado sobre o assunto, principalmente pelas consequências psicológicas daninhas que se apresentam na formação das crianças que passam por esse processo. Isso pode até se extender por sua vida adulta, mas outro fator muito importante é que a Alienação Parental é um crime, previsto em lei, e esta deve ser usada para impedir que pais e mães rancorosas e desequilibradas emocionalmente se utilizem deste comportamento para minar relações afetivas tão importantes. Agredir, machucar ou atacar pais e mães que por um motivo ou outro, quando não estão mais juntos é uma violência contra a criança e contra o ente alienado e deve ser combatida de todas as formas possíveis. Advertências, medidas protetivas, multas e até reversão da guarda podem advir de denúncias desse tipo e elas devem ser usadas, não só para que se faça justiça, mas para o bem da criança ou adolescente que passa por isso. Sem contar o pai ou mãe que vê sua relação com seus filhos serem atacadas de forma tão cruel.
A situação é muito complexa pois envolve diversos elementos, pessoas, relações de afeto, dentre outros, mas diante da gravidade das consequências para filhos, pais e toda a família, atos como esse não podem e não devem ser deixados impunes, para o bem de todos aqueles que se amam e se importam uns com os outros.