Os perigos da alienação parental

Enviada em 23/10/2019

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é direito de todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade os direitos de respeito à integridade sem interferências destrutivas. Entretanto, ao analisar o impasse da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e os abalos psicológicos deixados nos jovens mostra a importância de medidas urgentes no contexto contemporâneo.

Em primeiro plano, a falta de ética de pais corrobora o problema. Segundo o filósofo Immanuel Kant, as ações consideradas éticas devem ser pautadas com o ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade. Sob esse viés, as famílias do século  XXI falham ao aplicar o exercício ético, visto que propagam ódio e difamação devido à alienação parental. Nessa perspectiva, crianças e adolescentes estão perdendo suas juventudes em um lar conturbado e sem influência moral, pois vivem em uma confusão de ofensas entre seus pais, servindo de pretexto para as brigas do “ex-casal”.

Por conseguinte, a alienação parental ocasiona abalos emocionais nas vítimas. Dessa  maneira, jovens que se encontram em conflitos entre os seus responsáveis, tem a possibilidade de desenvolverem transtornos mentais, como ansiedade e depressão, logo que seus lares são repletos de agressividades verbais e , às vezes, físicas. Conforme a Síndrome da Alienação Parental, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde em 2018, a prática irresponsável entre os pais põe em risco a saúde emocional e atrapalha o desenvolvimento da criança. Conclui-se que os atos de ofender e tentar cortar relações de um filho com seu pai ou mãe, afetam negativamente os indivíduos.

Diante dessa problemática, consta-se a necessidade de implementações para solução da mazela. Desse modo, cabe ao Ministério da Justiça aprimorar as leis e fiscalizações sobre a manipulação familiar, por meio de parcerias com sistemas públicos para acolher denúncias, além de fornecerem profissionais capacitados para auxiliar as crianças e adolescentes, a fim de diminuir a alienação parental e suas consequências nefastas. Com tais medidas, os jovens terão o seu direito à integridade sem interrupções.