Os perigos da alienação parental
Enviada em 24/10/2019
A alienação parental não é um problema atual. A revista Crescer da editora Globo, publicou em abril de 2019 que 1 a cada 3 casamentos termina em divórcio. O aumento foi significativo, principalmente, no que diz respeito à divórcios judiciais com sentença de guarda compartilhada dos filhos: esse, passou de 7,5% em 2014, para 20,9% em 2017. Diante do cenário de divórcios onde não há um consenso entre as partes muitos pais canalizam suas frustrações para os filhos, manipulando-os psicologicamente e, consequentemente, dificultando a convivência familiar bem como colocando as crianças em situação delicada diante de seus genitores.
Muitos pais não são capazes de dimensionar o prejuízo que causam aos filhos colocando-os em situação psicologicamente frágil diante de discursos de ódio contra o outro genitor ou responsável, a grande maioria das crianças e adolescentes em fase de formação de suas personalidades são incapazes de discernir sobre certo ou errado e acabam em grande confusão mental sem conseguir diferenciar se está ouvindo alguma verdade ou se está sendo apenas vítima de abuso da psique.
Contudo, o problema está longe de ser solucionado. Segundo o conceito de Aristóteles que diz que “A base da sociedade é a justiça”, foi sancionada, em 2010, a lei 12.318 que trata da Alienação Parental porém não há fiscalização acerca de sua aplicabilidade principalmente no que tange o divórcio litigioso, tampouco as crianças são capazes de denunciar seus pais ou parentes, seja por entendimento ou conhecimento de como fazê-lo, o que torna o processo de fiscalização ainda mais difícil para as autoridades.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Justiça junto com o Conselho Tutelar devem averiguar as partes envolvidas em divórcios litigiosos fazendo visitas e conversando não apenas com os tutores mas também com as crianças, como ainda o Ministério da Educação deve oferecer palestras e campanhas nas escolas a fim de explicar e dar suporte as crianças que passam por situações onde seus direitos estão sendo violados. Com isso poderemos melhorar o futuro e a saúde mental de uma geração que não estará exposta a esse tipo de violação.