Os perigos da alienação parental

Enviada em 26/10/2019

No hino nacional, o Brasil é tratado como terra de amor e esperança, no entanto, percebe-se que a visão de Osório Duque-Estrada é destoante da realidade brasileira na atual conjuntura. Hoje, nota-se o alto índice de alienação parental como adversidade que assola o país e promove rupturas perante seu impávido colosso exclamado. Dessa forma, torna-se fulcral analisar a fratura legal constituída e sua relação com o desenvolvimento do ser.                                                                                     Sob esse viés, é indispensável pautar a escassez comunicativa como fator contribuinte à elevação alienatória. Tal fato transgride um panorama caótico e transmuta a primitividade e reificação humana. A título de exemplo, tem-se o novela “São Jorge”, estrelada na rede Globo, a qual preconiza o cotidiano de uma criança submetida à alienação parental, de modo a reafirmar altos índices deficitários de desempenho acadêmico e alterações de humor. Sendo assim, a crença na cultura ética torna-se cada vez mais uma utopia hodierna.                                                                          Outrossim, é válido ressaltar a objetificação da prole como marco de vingança pessoal e meio alternativo de fratura sentimental. Tal realidade implica instabilidade de condutas e dificuldade infantil em relações interpessoais. Prova disso, é a obra “Todos contra todos”, do historiador Leandro Karnal, a qual retrata o individualismo exacerbado e a escassez empática contemporânea, de forma a caracterizar a criança como mero instrumento ideológico. Desse modo, a conscientização dos pais denota imprescindibilidade à conduta humana.                                                            Infere-se, portanto, a permutação da perspectiva presente diante alienação parental. Assim, urge ao Ministério da Justiça em parceira com o setor midiático, o revigoramento de leis que anulem a temática alienatória e difundam ONG’s que retifiquem a ludibriação, bem como a ONG “Criança Feliz”, a fim de ocasionar uma sociedade isenta das amarras da alienação. Dessa forma, é fundamental que o Brasil não permaneça deitado eternamente em berço esplêndido.