Os perigos da alienação parental

Enviada em 24/10/2019

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo XIX, todo ser humano tem direito à liberdade de expressão e opinião sem interferência. Todavia, esse artigo não é posto em prática no que se refere à alienação parental, tendo em vista que grande parte dos responsáveis de crianças manipulam o pensamento desses indivíduos relativo à parentes por desentendimentos familiares. Isso evidencia uma grande problemática no tecido social, haja vista que afeta a saúde metal dos menores e aumenta os conflitos no meio familiar.

Mormente, é valido ressaltar os problemas que a alienação parental causa na saúde mental das crianças e adolescentes. Na maioria das vezes, por serem muito jovens,  esses indivíduos não têm uma opinião formada à respeito dos problemas familiares e a manipulação por parte de parentes provoca confusão na mente desses menores, o que ocasiona,  em grande parte dos casos, mudanças no comportamento, com atitudes estressantes e agressivas. Segundo o sociólogo francês, Emillé Durkheim, as pessoas são influenciadas pelo meio na sua forma de pensar e agir. Nesse sentido, é inaceitável que familiares interfiram no pensamento dos jovens com o intuito de manipulá-los, visto que isso afeta a saúde mental desses cidadãos, o que pode desencadear diversos problemas, como depressão e ansiedade, doenças na qual interfere no comportamento do indivíduo dentro da sociedade.

Outrossim, a alienação parental amplia as desavenças familiares no meio social. As crianças e adolescentes, por serem manipuladas, muitas vezes, tratam mal os parentes, com atitudes desrespeitosas, o que provoca conflitos ainda mais conflitos entre familiares com desavenças. De acordo com George Bernanrd Shaw, dramaturgo irlandês, é impossível progredir sem mudança. Assim sendo, enquanto familiares continuarem tentando alienar os menores , os conflitos no meio familiar irão persistir e aumentar cada vez mais. Isso é algo inadmissível, haja vista que eleva o comportamento agressivo do jovens que presenciam tais cenas, o que provoca grandes danos psicológicos nesses menores, no qual crescem com atitudes violentas e tendem a praticar o mesmo ato com as gerações futuras.

Urge, portanto, que o Poder Público, através de uma emenda constitucional, reformule as leis de alienação parental, com punições mais severas para quem prática esse ato, com o fito de diminuir a problemática e preservar a integridade metal das crianças e adolescentes. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, com palestras em escolas e rádios, discutir sobre os perigos que a alienação parental causa nos menores, com o objetivo de diminuir os conflitos familiares e, consequentemente, os caos de alienação parental na sociedade brasileira.