Os perigos da alienação parental
Enviada em 24/10/2019
O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura a integridade física e mental dos cidadãos que não atingiram a maioridade. Porém, quando ocorrem casos de alienação parental, tal princípio é desrespeitado. Nesse sentido, é necessária uma análise das consequências causadas à psicologia dos pequenos quando ocorre a alienação parental, assim como os motivos que levam os pais a realizarem a prática.
Segundo a Monja Cohen, primeira mulher brasileira a atingir o título de monge, as ações tendem a ser recíprocas, ou seja, tendem a perpetuar-se no indivíduo. Nesse sentido, a criança quando ensinada a odiar um indivíduo, retribuirá com comportamentos de mesmo nível em todas as esferas sociais. Dessa forma, uma criança que passa por um processo de alienação parental tenderá a ser um adulto violento, assim como perpetuador do ódio e da intolerância existentes na sociedade.
Somado a isso, segundo Richard Gardner, criador do termo alienação parental, um dos motivos que levam à prática é o desejo de vingança por parte de um dos cônjuges, objetivando atingir o parceiro. Dessa forma, a criança é usada como instrumento, herdando as consequências, como depressão e ansiedade.
Assim, é necessário o Poder Legislativo enrijecer a Lei sobre à prática, como a instituição de uma pena de prisão, visando diminuir a incidência de casos. Outra medida paliativa cabe ao Poder Público exigir a contratação de um psicólogo no momento da separação, a fim desse conscientizar o casal sobre as condutas que terão. Por fim, cabe a grande mídia expor propagandas sobre o tema, informando sobre os danos que a prática causa, visando diminuí-la.