Os perigos da alienação parental
Enviada em 31/10/2019
Em dez anos houve um aumento de 161,4% no número de divórcios, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Assim, a negligência familiar, como a alienação parental, interfere na formação psicológica da criança. Nesse sentido, convém analisar os perigos dessa problemática.
Primeiramente, segundo o sociólogo Bauman, o homem contemporâneo está cada vez mais individualista e não se preocupa com os impactos que pode provocar nas próximas gerações. Pode-se inferir que o individualismo sobressai sobre os laços afetivos, visto que, um dos genitores induz que o filho abomine o outro genitor. Em decorrência disso, essa criança cresce em um ambiente tóxico e desacolhedor.
Além disso, o documentário de 2009 “A morte inventada” do diretor Alan Minas mostra especialistas e vítimas da alienação parental expondo os efeitos e consequências dessa problemática. Tal perspectiva comprova que os filhos podem desenvolver problemas psicológicos, como ansiedade, depressão, culpa e agressividade. Como consequência, as crianças se tornam adultos com distúrbios psicossociais severos.
Em suma, fica evidente que medidas precisam ser tomadas para resolver essa questão. Para isso, a família em que os genitores são divorciados, deve manter a convivência familiar saudável, por meio da interação pacífica entre os pais, evitando brigas. Como também, facilitar o contato do filho com o genitor e aderir a guarda compartilhada. Espera-se, com isso, priorizar o bem estar da criança.