Os perigos da alienação parental
Enviada em 29/10/2019
Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alienação parental apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência familiar, quanto da cultura vigente. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o ato de indução familiar deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os pais induzem seus filhos a negarem e excluir laços parentais importantes para o desenvolvimento pessoal, contribuindo com inúmeras conseqüências psicológicas na vida da criança. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a atual cultura familiar como promotor do problema. Segundo Bauman, que definiu como modernidade líquida aquela em que nada mais é sólido. Partindo desse pressuposto, os laços familiares hodiernos que se repelem por conflitos completamente opostos ao sentindo da palavra, contrapondo a harmonia altruísta. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a cultura contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exeqüíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Destarte, com o intuito de mitigar a alienação parental, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal, será revertido em criação de políticas publicas, através de assistentes familiares promoverem eventos educativos que aprimorem a convivência familiar e erradicar problemáticas relacionadas a essa causa. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto noviço da alienação parental, e a coletividade alcançará a Utopia de More.