Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/10/2019

Segundo Sigmund Freud, em: “Psicologia das massas e análise do eu: -Um ser pode ser colocado num estado tal que, depois de perder sua inteira personalidade consciente, obedeça todas sugestões daquele que o privou.” Nesta, esta uma explicação psicanalítica acerca da subordinação dos indivíduos, no que diz respeito, a atos de alienação como poder subversor. Contudo, tais atos são ainda mais eficientes em crianças, que através da violência psicológica são programadas para odiarem um de seus genitores, sem justificativa. Por conseguinte, são necessárias medidas protetivas contra o autor da violência.

A subordinação designada por Freud, se faz presente nas relações parentais, principalmente em casos de divórcios, visto que, em alguns casos nem todas as partes acabam felizes, o que gera conflitos e na busca por preenchimento afetivo, a grande maioria usa os filhos como válvula de escape. Em vista disso, a criança torna-se um aparato de vingança.

Embora o governo brasileiro, trabalhe a favor da promoção às liberdades e o bem-estar da criança, o Brasil enfrenta problemas com políticas públicas relacionadas a essa complacência. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, existem cerca de 45 milhões de crianças e adolescentes, que são o público vulnerável à alienação, a maior parte delas vive em famílias cujos pais são separados, cenário propício à prática de alienação. Logo, a falta de estrutura no convívio familiar e assistência psicológica, somadas a esse enorme contingente, resulta em responsabilidade civil, devendo assim, o Ministério Público, à assistencialização das vítimas desse abuso.

Portanto, a questão da alienação parental deve ser enfatizada. De início, cabe ao Ministério da Justiça, a defesa e promoção dos direitos da criança e do adolescente, com leis de advertência, pagamentos de multa e modificação da guarda para compartilhada ou sua inversão, além das ações assistenciais, por parte do Ministério da Saúde, com psicólogos e campanhas de reconhecimento de abusos familiares.