Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/10/2019

Sob a égide filosófica de Immanuel Kant, o comportamento ético é pautado em um ideal de empatia universal. Entretanto, muitos genitores não aplicam esse pressuposto, já que submetem seus filhos à alienação parental e aos riscos inerentes desse processo. Nesse panorama, não se deve negligenciar o rompimento familiar e a dominação coercitiva.

A priori, o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - prevê que os menores devem ter livre acesso aos genitores. Todavia, essa premissa é violada nas famílias que praticam a alienação parental, visto que muitos menores, com pais divorciados ou em trâmite judicial, são induzidos, mediante difamações e omissões, a não ter contato com um dos progenitores. Por conseguinte, esses pequenos sofrem com vínculos familiares rompidos, o que pode gerar danos psicológicos.

Sob outro viéis, para o sociólogo Émile Durkheim, o contexto social exerce coerção sobre o indivíduo. É notória a aplicação dessa perspectiva nos vínculos familiares pautados pela alienação parental, haja vista que muitas crianças são coagidas, por intermédio de discursos de ódio, a ter repúdio por um dos seus genitores. Nesse sentido, esses menores inseridos em um ambiente conturbado, tendem a se tornar agressivos e a desenvolver casos clínicos de depressão.

Destarte, com o intento de mitigar os perigos da alienação parental é imperioso que os Conselhos Tutelares, nos casos de divórcios familiares, promovam, de acordo com o ECA, o acesso dos menores aos pais, mediante fiscalização domiciliar. Outrossim, é mister que as escolas, ofereçam orientação profissional aos progenitores, como palestras com psicólogos, para que esses, pautados nos princípios éticos de Kant, não doutrinem seus filhos contra o outro genitor.