Os perigos da alienação parental
Enviada em 30/10/2019
Promulgada em 1948 pela Organização da Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito à dignidade. Nesse contexto, os primeiros a assegurar essa garantia para as crianças seriam seus pais. Todavia, em muitas oportunidades, os genitores não cumprem esse papel ao promover alienação parental, o que pode ser muito perigoso para o infante, uma vez que pode trazê-lo problemas emocionais e prejuízos sociais.
Em primeira análise, deve-se destacar que pratica alienação parental o familiar que procura criar imagem pejorativa de outro parente para a criança com o intuito de afastá-la, o que pode levar a prejuízos emocionais. Segundo o médico americano Richard Gardner, crianças que sofrem alienação parental apresentam 80% mais chances de desenvolverem depressão. Assim sendo, a alienação parental é um fator de risco ao fomentar distúrbios de caráter emocional.
Outrossim, os prejuízos extrapolam a esfera pessoal e atingem a sociedade como um todo. Em conformidade com estudos da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, crianças que foram vítimas de alienação parental tem duas vezes mais chances de terminar na cadeia e quatro vezes mais chances de apresentarem problemas comportamentais. Nesse sentido, a sociedade como um todo passa a ser afetada pelos desdobramentos de condutas alienantes.
Em virtude dos fatos mencionados, portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Congresso Nacional, mudar a lei brasileira de alienação parental, passar o ilícito civil para crime com penas estipuladas de multa em dinheiro e previsão de prisão com o fulcro de diminuir os possíveis prejuízos sociais derivados das consequências da prática em questão. Ademais, cabe aos Tribunais, com auxílio de suas equipes multi disciplinares, oferecer suporte psicológico às vítimas de alienação parental com finalidade de auxiliar no tratamento emocional delas. Desta maneira, será dado um importante passo em busca da dignidade humana.