Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/10/2019

O conceito de entropia, na física, mensura o grau de desordem de um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne as relações dos filhos que vivem com um dos pais que estão separados, percebe-se a configuração de um sistema entrópico, em virtude do caos presente na questão. com efeito, evidencia-se a necessidade de se combater a alienação parental com vistas a proteger a criança de futuros transtornos comportamentais e de garantir o seu pleno desenvolvimento como indivíduo social.

Em primeiro lugar, vale destacar que as crianças seguem os exemplos dos pais. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Pitágoras, existe a necessidade de educar os menores para que não seja preciso castigar os adultos. Entretanto, a influência negativa que um familiar impõem sobre a criança em relação a outra pessoa não condiz com o aprendizado de boas condutas e contribui para que o influenciado torne-se uma pessoa intolerante, violenta e introvertida em suas relações sociais, ficando à mercê de sofrer punições em um futuro próximo devido a uma negligência educational.

Ademais, a alienação parental fere os direitos infantis, pois viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de 1990. Nessa lógica, o fato de uma pessoa da família denigrir a imagem do semelhante e de conduzir um menor para a realização da mesma atitude , corrobora para privá-lo do direito garantido em lei que seria a “Convivência Familiar e Comunitária” prevista pelo ECA, no sentido de proporcionar segurança e tranquilidade para as construções das relações afetivas.

Logo, é mister que as Organizações não Governamentais (ONGs)  de Apoio à Família, ajudem a mitigar essa problemática. Essa instituição pode, por exemplo, fomentar reuniões com casais que tenham filhos e que passaram pelo processo de divórcio a fim de orientá-los, psicologicamente, na condução amigável da situação se que as crianças sofram com atitudes irracionais dos pais ou cuidadores. Além disso, os ONGs devem distribuir nas residências locais, panfletos que abordem os direitos previstos no ECA para que assim, a sociedade reconheça a legislação de proteção ao menor e também para que auxiliem na garantia de um crescimento infantil sem grandes pertubações entrópicas.